Alagoas bate recorde de mortes por Covid registradas em uma semana

Informação é do Observatório da Ufal, que considera dados desde o início da pandemia. Levantamento mostra também uma redução no número de novos casos confirmados.

Alagoas registrou queda no número de casos de Covid-19, mas teve o maior número de mortes registradas em uma semana desde o início da pandemia, segundo levantamento do Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19 (OAPPEC), divulgado nesta segunda-feira (12).

Na 14ª Semana Epidemiológica, que terminou no último sábado (10), o estado registrou 4.315 casos e 160 óbitos por Covid-19. Até então, o máximo de óbitos registrados em uma semana havia sido 158, na 23ª Semana Epidemiológica, no início de junho do ano passado.

O coordenador do Observatório, Gabriel Bábue, explicou que mesmo com a marca de trágica de 160 mortes em uma semana, a redução de casos aponta para desaceleração da transmissão do coronavírus no estado.


“Há uma leve tendência de queda no número de casos. Pelo histórico observado até aqui, o controle começa pelos casos que depois se reflete na redução de casos graves e óbitos”, disse.

Segundo os pesquisadores, é necessário que o estado continue com as medidas de controle previstas no decreto estadual de emergência em vigor para conseguir melhorar os indicadores. O estado está na fase vermelha desde 19 de março. O atual decreto tem validade até as 23h59 desta terça (13).

“Contudo, a manutenção da tendência de alta dos óbitos, que ultrapassou nesta semana a máxima observada no início de junho passado, e da taxa de ocupação de leitos de UTI próxima de 90% indicam a gravidade da situação, que ainda é crítica e exige a continuidade das atuais medidas de supressão a fim de reduzir a pressão sobre o sistema de saúde e o número de óbitos”, diz um trecho do relatório.

Na última semana, houve melhora em indicadores como ocupação de UTIs, que, após um período de alta, apresentou estabilização, diminuição do potencial de propagação do vírus e queda de casos suspeitos. Mesmo com essa melhora, os pesquisadores classificam a situação como crítica.

“Alagoas ainda não apresenta evidências de controle da transmissão, que exige, entre outros requisitos, uma redução do número de óbitos em um período mínimo de quatorze dias. Além disso, apesar de estabilização nas últimas três semanas, a taxa de ocupação de leitos de UTI justifica a continuidade das medidas de controle previstas no decreto estadual em vigência”, diz trecho do levantamento.

Fonte: G1 de Alagoas

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