Acusado de matar a mãe a pauladas em Mata Grande consegue liberdade

Reprodução - Alagoas na Net
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anderley Gomes dos Santos, de 32 anos, preso no ano passado, foi libertado na tarde desta quinta-feira (16). O ex-detento confessou, na época, que havia matado a mãe a pauladas, o crime aconteceu na cidade de Mata Grande e teve repercussão em todo o estado.

Vanderley estava detido na 2ª DRP, em Santana do Ipanema, depois de a Justiça ter determinado sua transferência da delegacia de Delmiro Gouveia para garantir sua integridade física.

Segundo informações, colhidas na 2ª DRP, o alvará de soltura foi expedido pelo juiz substituto Bruno Acioli Araújo, da Comarca de Mata Grande. Os agentes entraram em contato com familiares de Vanderley, porém os mesmo informaram que não tinham condições de fazer a remoção do preso até a cidade de Mata Grande. Devido a isso os agentes encaminharam o preso de volta à DRP de Delmiro Gouveia, onde será providenciado sua soltura.

Entenda o caso

O crime, que chocou a cidade de Mata Grande, aconteceu no dia 24 de maio de 2010, quando Vanderley foi preso acusado de matar a própria mãe a pauladas.

Conforme as informações policiais, na ocasião, houve um desentendimento entre o filho e a mãe. Durante a briga, o filho teria pegado uma tora de madeira e desferido vários golpes contra a cabeça de sua mãe Neide Gomes dos Santos, de 51 anos, que morreu antes de receber ajuda médica.

Depois de cometer o assassinato Vanderlei fugiu do local com a arma do crime. De acordo com o capitão PM Raimundo Lessa policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar receberam a ocorrência por volta das 14h45 quando saíram em busca do acusado, mas só o encontraram à noite, em um matagal.

Durante a abordagem o acusado, segundo os militares, teria tentado agredi-los, mas foi detido e levado à delegacia. Com ele foi encontrado um porrete sujo de sangue, provavelmente usado na execução da mãe.

Familiares contaram à polícia que ele sofre com problemas mentais, mas a informação foi negada pelo próprio suspeito. Ele disse que tomava remédio controlado, mas que não sofria de nenhum tipo de transtorno psicológico.

A família disse ainda que Wanderley teria chegado de São Paulo três meses antes do crime, onde trabalhava como operador de máquinas. O acusado confessou à polícia ter matado a mãe, no entanto, não revelou as motivações que o levou a concretizar o crime.

Moradores de Mata Grande confirmaram à nossa reportagem que o acusado tem problemas de saúde mental, que o mesmo já teria sido atendido várias vezes pelo CAPS.